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Assembleia Legislativa exonera secretário-geral preso durante a Operação Reduto

  • 17 de jul.
  • 2 min de leitura

A Assembleia Legislativa de Rondônia (Alero) publicou no Diário Oficial uma série de alterações em sua estrutura administrativa, entre elas a exoneração do então secretário-geral Rogério Gago da Silva, preso preventivamente durante a Operação Reduto, deflagrada pela Polícia Federal. O ato administrativo foi assinado pelo presidente da Casa, deputado estadual Alex Redano (Republicanos).


Além da saída do secretário-geral, o Diário Oficial também registra outras exonerações e nomeações de servidores em diferentes setores do Legislativo estadual. No entanto, a Assembleia não informou oficialmente se as mudanças administrativas foram motivadas pelas investigações conduzidas pela Polícia Federal.


A Operação Reduto foi deflagrada no último dia 9 de julho pela Polícia Federal, com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU) e do Ministério Público de Rondônia (MPRO). As investigações apuram um suposto esquema envolvendo fraude em licitações, peculato, lavagem de dinheiro, associação criminosa e um possível esquema de "rachadinha" no âmbito da Assembleia Legislativa.

Segundo a PF, as apurações tiveram início em 2024, após relatórios do


Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) identificarem movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos investigados. A investigação aponta que o grupo teria atuado em duas frentes: uma relacionada ao direcionamento de contratos públicos no município de Ariquemes e outra voltada ao suposto desvio de recursos públicos por meio de contas de servidores comissionados da Assembleia Legislativa.


Durante a operação, foram cumpridos 19 mandados de busca e apreensão, dois mandados de prisão preventiva e determinado o afastamento de 11 servidores públicos. A Justiça também autorizou o bloqueio de bens e ativos financeiros dos investigados em valores que podem chegar a R$ 9 milhões.


Até o momento, a defesa de Rogério Gago da Silva não havia se manifestado sobre a exoneração ou sobre os fatos investigados. As investigações seguem em andamento, e os envolvidos têm direito ao contraditório e à ampla defesa durante o processo. Da redação com informações o G1

 
 
 

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