Confúcio Moura alerta para alta do feminicídio e defende educação como principal ferramenta de prevenção
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O senador Confúcio Moura (MDB-RO) utilizou a tribuna do Senado nesta quarta-feira (18) para fazer um alerta sobre o avanço do feminicídio e da violência contra a mulher no Brasil. Em discurso, o parlamentar destacou a gravidade das estatísticas atuais e defendeu a necessidade de medidas práticas, com foco na educação, para enfrentar o problema.
Segundo o senador, os dados divulgados pela imprensa são “alarmantes” e refletem uma realidade preocupante, especialmente diante da evolução histórica dos direitos femininos. Ele lembrou que, no passado, as mulheres tinham participação limitada na sociedade, restritas a funções domésticas e sem autonomia sobre suas próprias vidas.
Confúcio Moura questionou a efetividade das medidas atuais e defendeu que, embora o Brasil já possua um arcabouço legal robusto para proteger as mulheres, é preciso avançar na aplicação prática dessas leis. “O discurso é fácil, mas o desafio é encontrar soluções concretas”, enfatizou. Como caminho principal, Confúcio Moura enfatizou o papel da educação na transformação cultural. Ele propôs que o respeito às mulheres seja trabalhado desde a infância, em todos os níveis de ensino, não como disciplina específica, mas como um valor transversal abordado por professores de diferentes áreas. Além disso, o senador defendeu a realização de campanhas permanentes de conscientização, envolvendo escolas, organizações da sociedade civil e instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil. Para ele, a mobilização coletiva é essencial para mudar comportamentos e prevenir a violência.
Confúcio Moura também destacou a situação preocupante de Rondônia, estado que representa no Senado, apontando-o como um dos mais violentos contra mulheres. Ele sugeriu que iniciativas locais, com apoio de gestores da educação e órgãos de controle, podem servir de modelo para ações em todo o país.
O senador reforçou ainda a necessidade de garantir autonomia às mulheres, incluindo o direito de deixar relacionamentos abusivos e reconstruir suas vidas com dignidade. “A mulher é dona do seu corpo e tem o direito de ser livre”, concluiu.

Foto: Carlos Moura/Agência Senado











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