Família de Rondônia recebe R$ 16 mil para se 'autodeportar' dos EUA
- norte brasil
- 9 de jan.
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Após seis anos vivendo nos Estados Unidos ilegalmente, o rondoniense Nil Dondoni e a família optaram por aderir o programa de "autodeportação" e receberam 3 mil dólares (equivalente a 16 mil reais) para deixar o país voluntariamente.
O programa faz parte da estratégia do governo Trump de reduzir a presença de imigrantes ilegais no país, ao mesmo tempo em que endurece ações de fiscalização, prisões e deportações forçadas.
Nil e a família solicitaram a autodeportação no dia 20 de outubro de 2025 através do aplicativo CBP Home. Cerca de um mês depois, no dia 22 de novembro, eles chegaram ao Brasil. Além do auxílio de mil dólares para cada integrante da família, o governo também custeou as três passagens aéreas.
A família se mudou para os Estados Unidos em busca do "sonho americano", mas há quatro anos recebeu uma carta de remoção, documento equivalente à carta de deportação.
Antes de serem deportados eles "receberam o direito" de finalizar contratos de trabalho, organizar documentação e resolver eventuais pendências migratórias.
Atualmente, Nil e a família vivem em Vale do Paraíso, interior de Rondônia, onde possuem uma casa na área urbana e um pequeno sítio.
O aplicativo CBP Home se chamava CBP One e era usado no governo Biden para permitir que migrantes solicitassem asilo. Renomeado por Trump, o sistema permite que a própria pessoa solicite a saída do país sem ser detida, dentro da política de deportação.
Quando a reformulação foi anunciada, o comissário interino da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA, Pete Flores, disse que o aplicativo fornece uma chance aos ilegais para que saiam "voluntariamente" dos Estados Unidos "antes de enfrentar consequências mais severas".
No fim de 2025, o governo Trump triplicou para US$ 3 mil (R$ 16,7 mil) o dinheiro que dará a imigrantes ilegais que deixarem os Estados Unidos voluntariamente até o final do ano.

Fonte: G1/ro











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