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SAÚDE ACIMA DAS DIFERENÇAS: O POVO NÃO PODE PAGAR ESSA CONTA

  • há 6 horas
  • 2 min de leitura

O anúncio de que o Governo de Rondônia determinou o encerramento da parceria com a Santa Casa de Misericórdia de Chavantes na administração do Hospital Regional de Vilhena acendeu um alerta em toda a região do Cone Sul. Independentemente das razões apresentadas pelo Estado ou das justificativas da entidade gestora, uma certeza permanece: quem não pode sair prejudicada é a população.


A saúde pública é um serviço essencial. Decisões dessa magnitude precisam ser conduzidas com responsabilidade, planejamento e, principalmente, diálogo entre todas as partes envolvidas. Quando se trata de um hospital regional que atende milhares de pessoas, qualquer transição deve ser feita de forma organizada, garantindo a continuidade dos atendimentos, a segurança dos pacientes e a tranquilidade dos profissionais da saúde.


É natural que existam divergências administrativas ou contratuais. Elas devem ser apuradas pelos órgãos competentes e resolvidas dentro da legalidade. Porém, a prioridade absoluta deve ser preservar a assistência à população. Pacientes internados, pessoas em tratamento, gestantes, crianças, idosos e aqueles que dependem diariamente do Hospital Regional não podem ser colocados em situação de insegurança.


Também é fundamental oferecer respeito aos profissionais da saúde, que diariamente dedicam suas vidas ao atendimento da população. Médicos, enfermeiros, técnicos e demais colaboradores precisam ter condições de continuar exercendo seu trabalho sem incertezas sobre o futuro da unidade.


Como pré-candidato a deputado federal, defendo que esse momento exige serenidade e responsabilidade. Não é hora de disputa política, mas de construção de soluções. Governo do Estado, Prefeitura de Vilhena, Santa Casa, Ministério Público e demais instituições precisam sentar à mesa e construir uma transição segura, transparente e planejada, colocando o interesse público acima de qualquer divergência.


A população espera menos confronto e mais compromisso. O hospital pertence ao povo, e a saúde deve estar acima de qualquer disputa. O diálogo continua sendo o caminho mais inteligente para garantir que nenhum cidadão fique sem atendimento e que Vilhena e toda a região continuem recebendo uma assistência digna e de qualidade. Ederson Deiró

 
 
 

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